Neste vídeo se pode entender um pouco mais a destruição que vemos na mídia hoje em Gaza, depois da operação “Chumbo Fundido”.
O uso indiscriminado por parte do Hamas de zonas residenciais como armazém de explosivos, como armadilhas para eliminar soldados e como zonas de lançamento de foguetes Qassam em direção a casas de famílias e infra-estrutura do sul do Israel.
As casas dessas pessoas e seus lugares sagrados, como Mesquitas e escolas, se transformaram em mártires da doutrina islamica fascista do Hamas.
Meu amigo Andre Hamer esta vivendo em Beer Sheva, Na Mira do Hamas, e resolveu aproveitar o tempo que passa em casa para não ser atingido por um Qassam e escrever um blog sobre o que está acontecendo agora no sul de Israel.
Hoje o Andre postou este vídeo e acho que é um ponto de vista que não deve ser ignorado. A tática de spinning dos palestinos é colocar o resultado antes da causa. Mas é importante lembrar que a empreitada em Gaza é uma reação militar e não ação. Reação ao movimento islâmico fascista que se chama Hamas:
Interesses de EUA e Israel se dissociaram, afirma sociólogo alemão, levando o pragmatismo capitalista e a imprensa liberal a se voltarem cada vez mais contra a autodefesa israelense
ROBERT KURZ ESPECIAL PARA A FOLHA
As reações políticas à guerra em Gaza mostram que o número de amigos de Israel diminui com o aumento da precariedade da sua situação militar. Ocorre um deslocamento tectônico na relação de forças. Desde sempre o Oriente Médio foi palco não de conflitos limitados entre interesses regionais, mas de um conflito vicário, isto é, de um conflito entre atores substitutos, paradigmático e com forte carga ideológica.
Na época da Guerra Fria, o conflito entre Israel e a Palestina era visto como paradigma da oposição entre um imperialismo ocidental liderado pelos EUA e um campo “anti-imperialista”, cuja liderança era disputada pela União Soviética e a China.
A propaganda de ambos os lados ignorou aqui o duplo caráter do Estado israelense -por um lado um país moderno convencional no âmbito do mercado mundial, por outro uma resposta dos judeus à ideologia da marginalização eliminadora do antissemitismo europeu e, sobretudo, alemão.
Subsumia-se Israel a uma constelação da política mundial, que nunca explicou cabalmente o país. Depois do colapso do socialismo de Estado e dos “movimentos nacionais de libertação”, que tinham formulado um programa de “desenvolvimento recuperador” com base no mercado mundial, a natureza do conflito vicário sofreu uma modificação fundamental.
No Oriente Médio e além das suas fronteiras, o lugar dos regimes desenvolvimentistas laicos foi ocupado pelo assim chamado islamismo, que se revela apenas na aparência como movimento tradicionalista de cunho religioso. Na realidade, ele é uma ideologia culturalista pós-moderna da crise de uma parte das elites há muito tempo ocidentalizadas nos países islâmicos, que representam o potencial autoritário da pós-modernidade e absorveram o antissemitismo europeu, não-islâmico na íntegra. Nessa região, os segmentos do capital que fracassaram no mercado mundial declararam a guerra aos judeus como combate paradigmático à dominação ocidental. Inversamente, o imperialismo da crise ocidental, encabeçado pelos EUA, transformou o islamismo no novo inimigo principal depois de tê-lo aleitado e abastecido com armas antes, durante a Guerra Fria.
Penúria ideológica
Essa nova constelação levou a confusões ideológicas de grau imprevisto. Nas regiões de crise, o neoliberalismo parecia identificar-se com a guerra da ordem mundial capitalista contra os “Estados em desagregação”; no Oriente Médio, parecia identificar-se com Israel. Desde então, correntes neofascistas do mundo inteiro andam de mãos dadas com a “luta de resistência” islâmica de viés antissemita, embora ao mesmo tempo aticem sentimentos racistas contra migrantes dos países islâmicos.
Segmentos expressivos da esquerda global também passaram a transferir sem qualquer cerimônia a glorificação do velho “anti-imperialismo” aos movimentos e regimes islâmicos. Isso só pode ser caracterizado como penúria ideológica, pois o islamismo é contra tudo o que a esquerda defendeu na sua história: pune o homossexualismo com a pena capital e trata as mulheres como seres de segunda categoria.
A responsabilidade por isso também não deve ser atribuída a nenhuma religião tradicional, mas a uma militância de tinturas culturalistas do patriarcado capitalista, hoje em crise, que se dá a conhecer de outro modo também no Ocidente. A nada santa aliança entre o caudilhismo “socialista” de um Hugo Chávez e o islamismo representa apenas a ratificação dessa decadência ideológica no plano da política mundial, destituída de qualquer perspectiva emancipadora.
Desde a recente quebra financeira, sem precedentes na história, a constelação global está dando uma volta a mais.
Agora fica claro que o colapso do socialismo de Estado e dos regimes desenvolvimentistas nacionais foi apenas o prenúncio de uma grande crise do mercado mundial. O neoliberalismo está falido e a guerra da ordem mundial capitalista não mais pode ser financiada. Nessa situação evidencia-se que Israel sempre foi apenas um peão no tabuleiro de xadrez do imperialismo da crise global.
A própria administração Bush no fim passou a considerar inofensivo o programa iraniano de armamento nuclear. Os interesses dos EUA e de Israel se dissociam. Obama não dispõe mais de uma margem de atuação político-militar. A guerra islâmica contra os judeus é aceita como inevitável. Por isso os lançamentos de foguetes do Hamas sobre a população civil israelense se afiguram inessenciais.
A opinião pública global caracteriza o contra-ataque israelense majoritariamente como “desproporcional”. Os palestinos em Gaza são percebidos como vítimas juntamente com o Hamas, como se esse regime não se tivesse imposto em uma sangrenta guerra civil contra o grupo laico Fatah.
Assim a propaganda islâmica do massacre da população civil cai em terra fértil. Com efeito, o Hamas transforma, exatamente como o Hizbollah libanês em 2006, a população em refém, ao transformar mesquitas em depósitos de armamentos e permitir que seus quadros armados atirem de escolas ou hospitais. A opinião pública mundial ignora isso, pois já reconheceu o Hamas como “poder de garantia da ordem” em meio à crise social.
Por isso o pragmatismo capitalista se volta, conforme se pode observar até na imprensa burguesa de orientação liberal, cada vez mais contra a autodefesa israelense. Aqui reside, de resto, o segredo da virada neoestatista em meio à queda da economia global: as massas depauperadas devem ser pacificadas com meios autoritários, e para tanto serve agora até o islamismo, ainda mais se ele logra legitimar-se formalmente como democracia. Mesmo uma esquerda, que não tem mais um objetivo socialista e se jacta da pós-moderna “perda de todas as certezas”, corre o risco de identificar-se com a administração autoritária da crise e aceitar como inevitável a guerra islâmica contra os judeus, como se ela fosse um mero flanqueamento ideológico.
O conflito vicário alcançou uma dimensão social no plano global. Contra o “mainstream” ideológico, faz-se mister constatar que o aniquilamento do Hamas e do Hizbollah é condição elementar não apenas de uma paz capitalista precária na Palestina, mas também de uma melhoria das condições sociais.
Se as perspectivas para tanto são ruins, são boas para a desagregação da sociedade mundial na barbarização.
ROBERT KURZ é sociólogo alemão, autor de “O Colapso da Modernização” (Paz e Terra).
Fonte: Folha de São Paulo, Domingo, 11 de janeiro de 2009 - Caderno Mais!
A televisão Al-Aqsa, ferramenta de propaganda do regime terrorista do movimento fascista islâmico Hamas, lançou uma campanha voltada para seus fiéis. Uma demonstração sombria e diabólica e que não respeita nenhuma lei de direitos humanos. Qual o impacto dessas mensagens na população Palestina? Vejam o vídeo abaixo:
Israel não pode viver ao lado de uma sociedade controlada e manipulada por mensagens de violência e fanatismo. É por isso que o Exército de Defesa de Israel esta em Gaza hoje.
O verdadeiro inimigo da paz na Palestina é hipócrita e sangue frio, populista e propagandista encena tragédias de massa, permitindo (e muitas vezes OBRIGANDO) que civis estejam no meio do campo de guerra para sacrificar-se pela causa.
O verdadeiro inimigo da paz na Palestina se chama Hamas e opera como “Zé Pequeno” na “Rocinha”.
No vídeo abaixo podemos ver o tipo de liderança que o Hamas promove em Gaza:
A morte e o sacrifício humano não estão nos ideais de direitos humanos das Nações Unidas.
E tem gente que ainda tem a pachurra de acusar Israel de violar estes direitos. Os verdadeiros causadores deste conflito armado, as garras do terrorismo fascista que abraçaram o povo Palestino como filhos e que depois de alimentarlos, utilizam suas almas como escudo.
É uma triste realidade com poucas perspectivas de resolução definitiva, pelo menos não de curto prazo. Os sheikes tem tempo (e petróleo) de sobra.
O Estado de Israel não é uma solução temporária para o povo judeu, já se passaram 60 anos de promessas e esperanças. Desde 1967, com a anexação dos territórios de Cisjordânia e Gaza, é que legalmente se complicou a situação, por que Israel adquirira a posição de colonizador perante os olhos do mundo. O controle de territórios fora das fronteiras pré-determinadas pela ONU, mesmo que tomados por motivos de defesa após a ofensiva dos países vizinhos, é o começo da legitimidade da OLP e do movimento de liberação da Palestina que comandam com investimento de sheikes vizinhos o que o povo Palestino pensa, através de diversas técnicas de manipulação.
Essas técnicas são modernas. Não é gente ignorante que manipula. Não são os pobres coitados de que todos escutamos nas notícias. É gente com um ideal: destruir Israel, não importe o preço que a população de toda a região, incluindo a Palestina, tenha que pagar. E para chegar a esses objetivos eles usam de tudo, principalmente a fé de seu povo. O poder da fé é muito grande, o poder do sacrifício, do controle sobre os sentidos mais privados da vida - capaz de “mover montanhas”. No caso do Hamas, capaz de educar jovens para a auto-implosão em um café qualquer, para arrastar crianças como escudo, para odiar tudo o que cheire a Israel - um ato covarde de manipulação por parte de grupos egoístas que se escondem atrás de outros governos e poderes capitalizando essa investida, fornecendo armas e inteligência militar para terroristas, sem ter realmente nenhuma tropa oficial presente no território.
Os fiéis do Hamas e do Hizbola são o exército populista virtual de Sírios, Libaneses, Jordanianos, Egipcios, Farsim (Persas) e, por que não, alguns oportunistas endinheirados de Dubai e do Ocidente.
Não de governos, mas de indivíduos que formam uma “joint venture” que pretende lucrar com a conquista.
Israel se defende. Israel é uma distração.
O front do confronto entre o islã radical e a democracia é Israel, mas a verdadeira batalha esta espalhada pelo mundo. Abrir olhos para a situação é entender a diferença entre o Hamas e o povo palestino. É entender que a situação não é controlada por pobres coitados, ela só é vivida por pobres coitados. É entender que existe manipulação e censura, que existem execuções de traidores do movimento terrorista. É entender que as eleições e a segurança na Palestina funcionam como foi o coronelismo e a ditadura no Brasil. O Hamas controla a segurança, tem as armas em mão e o poder de coerção, logo, controla o território. E ponto. Não são eleitos por que são melhores, mas por que são os únicos. - Não há partido que sobreviva uma disputa real contra o Hamas em Gaza hoje.