Arquivo da Categoria 'Filosofia'

02
Apr

The Evolution of Israeli Dance

The Israeli comedian Gome Sarig, sponsored by the viral videos friends of Republik, dances through the 60 years of modern Israeli music in a hysterical video posted recently to the web.

The idea is not new and it’s following the Youtube trend of the original “The Evolution of Dance” by the American comedian Judson Laipply .

This is the Israeli version:

And these are the two original American versions - very popular, so if you didn’t saw at least one of them yet, Congratulations! You’re either a true media rebel, with strong force of will against the power of the system or the exact oposite. In any case, grab the opportunity and check them out over here.

Evolution of dance:

Evolution of dance 2:

22
Mar

Poetry

Poetry is an exercise of the spirit within one, and every time you exercise it, you increase your Vitality.

Poetry is language, language is knowledge. Poetry is knowledge of the self, of our emotions, of our actions and most important: reactions.
Exercise self-expression, reacting, is a way of developing our minds - and a healthy mind will most probably compose a healthy being. Off course it depends on the being ego, that might blind him from important physical issues that are beyond the mind.
Exercise poetry, train language as much as possible. It’s good for you and yours.

16
Mar

Shemá Israel

Fazem uns 3 anos, publiquei um texto sobre o fundamentalismo islâmico e a influência do mesmo no que seria um fundamentalismo judaico. A constante decepção trás para ambos os lados dores e receios - e alguns grupos de decepcionados se juntam para tratar de trazer decepção para o decepcionador. O paradoxo é inevitável, acabamos entrando em um labirinto finito de decepção. Finito por que é pessoal.

Abaixo o texto na íntegra. Não mudei nada, por mais que tivesse vontade de ajeitar algumas coisas que aprendi com o tempo. Tem uma pequena abertura em aúdio para dar algum tom.

(((audio)))

Shemá Israel - texto original no blog antigo

A alvorada já brilha ao oriente da cidade velha de Jerusalém. É um daqueles dias frios, algumas pessoas pelas ruas, turistas despenteados parados, fumando com suas malas em prontidão a espera do monit sherut que os leva para o aeroporto e como não, o monit sherut dirigido por um marroquino que leva muito a sério seu trabalho e que neste momento voa pelo centro em busca do Sr. Bobby Goldenberg, que parece ter cometido terrível equivoco por haver deixado o telefone de sua ieshiva como telefone de contato. O pior de tudo é que ninguém atendia no número informado. O motorista o encontra na hora marcada e no ponto marcado. Pobre Sr. Bobby. Ele simplesmente não tinha um telefone próprio, vive em comunidade, na ieshiva. Mal sabe disso o motorista, não lhe interessa.
- As regras são feitas para serem bem cumpridas. Por que você me dá um telefone aonde não pode ser encontrado? - recebe o motorista e o olha com um olhar mortífero, como se aquele incidente fosse símbolo de falta de respeito e colocasse em jogo o sucesso de sua operação de coleta, transporte e entrega de material humano para as embarcações aéreas civis. No entanto ele foi doce, permitiu que o atrasado se acomode e feche a boca.

Naquele mesmo momento, toca o sino na escola, ou algo que se parecia com uma escola pelo menos, e se escutam os gritos e a movimentação, os ônibus verdes já são mais presentes e trazem as pessoas para seus lugares. A cidade começa a acordar de verdade, o sol traz luz, mas as pessoas trazem as cores. Acordo. Escuto um microfone defeituoso que chia terrível pois parece ter sido colocado ao lado de um celular, o som para, fico reconfortado depois de um desespero instantâneo. As caixas de som voltam a funcionar, o microfone agora fala:
- Alláhu Akbar. Alláhu Akbar…
Repete, infinitamente. É hora da oração, hora de se levantar. Tomo meu tempo, faz frio. Agarro meus óculos e dou-lhes uma bela baforada para limpar suas lentes. Amareladas, assim eram as lentes. Depois de tantos anos usando-as, já não estranho. São apenas óculos.
- Alláhu Akbar. Alláhu Akbar…
Segue, forte, crescente. Me levanto da cama e me limpo propriamente. A limpeza é sempre muito importante. Visto-me parcialmente, deixo de lado o Hijab. Me preparo e começo as orações da manhã.
- Máleki yaom´edinn…
O som não para. Rezo, rezo forte, com amor. Uma hora aproximadamente, longo. Nada como uma boa manhã de meditação para começar bem o dia. Tenho fome e preparo um sanduíche. Tomo um café turco bem doce. Um belo café da manhã. Não tenho pressa hoje, diferente dos outros dias. Tomo meu tempo, sigo refletindo a respeito da minha missão neste mundo e encontro sempre a mesma resposta, sempre a mesma coisa, a reflexão não adianta muito por que me lembro que já me havia decidido há algum tempo e que seria hoje. Louvo a D´us e me levanto. Agarro o hijab que antes havia deixado de lado e me visto. Agarro a mochila que me haviam deixado há dois dias e abro novamente. Há peças de metal e uma bolsa grande de nylon com forro, macia e fofinha. Agarro as peças e monto como diz a instrução, são alguns encaixes apenas, coisa fácil. Coloco tudo isso na bolsa de nylon e levanto o hijab na altura dos peitos, amarro-a minha barriga e deixo a bata cair por cima. Como pesa essa porcaria. Já a havia usado com as peças desmontadas, quando cheguei ao alojamento, vim com a mesma roupa.O alojamento fica a algumas quadras do Monte do Templo e do Santo Sepulcro. Um péssimo lugar com uma ótima localização. Saio sem pressa, incógnito, pago ao gerente que gentilmente me abre a porta e me cumprimenta pelo bebe. Não abro a boca, mantenho a distância adequada. Como já disse, faz frio em Jerusalém nessa época do ano. Não sou de Jerusalém, venho da Faixa de Gaza, lá é muito mais quente. Vim em ônibus de linha israelense, protegido, não tive nenhum problema na fronteira, não trazia nada suspeito, recebi tudo no ponto marcado, dentro de um depósito no centro da cidade de Jerusalém, perto de Nachlaot. Caminho pelas ruas sem nenhuma dificuldade. Por todo o caminho compenetrado, a atenção não se desvia nem mesmo para todas aquelas coisas penduradas para enfeitiçar turistas e pobres consumistas. Não sinto o peso, já disse, estou compenetrado. Penso nas guerras, penso na injustiça, penso nos mortos, penso nas vidas que perdemos por causa desses malditos. Penso em tanta coisa… São nossos inimigos mortais e devem sofrer a conseqüência de seus atos de violência contra nossas famílias. Não há caminho para a paz com esse povo. Penso em D´us, louvo baixo, bem baixo. Penso e ganho forças para seguir meu caminho, vejo sentido na minha missão.

Passo o posto de checagem policial israelense, sem problemas, não checam a mulheres muçulmanas neste posto. Entro e sinto o remorso agarrando meu pescoço e tratando de sufocar minhas intenções. Alguma razão veio a mim quando vi aquelas crianças. Me lembro do futuro. Chego ao ponto combinado, no centro. Acho que não consigo completar a missão. Agarro o controle no bolso. Me arrependo profundamente. Tiro o pano que cobria minha cara, respiro fundo e vejo o monte de lápides, o palco da redenção. Penso novamente, olho para cima e estou debaixo da grande luz. Eles assassinaram meu futuro. Raiva. Tenho raiva e grito mais forte que qualquer microfone:
- Shemá Israel.
Tomo fôlego e aperto o botão laranja.

E Israel escutou. Mais forte que qualquer microfone.
Como na profecia, a cúpula dourada se ergue pelos ares. Mas não há mashiach, não há mashiach…

20
Feb

Money is trust

I´ve seen a very educative video on the web regarding the money, the bank system and all the concepts behind the basics of our modern economy. I think it´s an important source for anyone who has a bank account and/or uses money. To understand the complex system behind all of our money transactions and the value of our paper values.

The money real value is not metals (like gold, silver or bronze) anymore, but our own personal values that are entrusted in form of debt to the bank. Since the money in our age is electronic, totally virtual - there´s no real/physic guarantee that it could disappear or have no value at all from one day to another in the worst case scenario or even because of computer crimes.

(The video is bellow, after the reflection)

The video has got a left-wing (liberal) tone and it could be confused with “false communist propanda” as most Americans (not only North Americans) characterize content that criticizes the status quo, instead of hearing and trying to understand it as constructive(yet destructive) advice.

People tend to prefer the simple yellow brick road and follow the wave of common sense progress. I believe in order to achieve progress, but for that is important to take active part and think things thorough even when they at first glance bother or offend. The exposure to different trues is the key to a strong progressive opinion. (even if the youtube channel where this video has been posted is full of nutty conspiracy videos that don’t worth mention)

I would like to hear your opinion on the video. How much it’s away from the truth? The information presented is trustworthy? Do you worry about the future of the economic system?

This is the first video, 1 out of 5. The link to the other videos is bellow:

Part 2 - Corrupt Banking System - How Money is Created (2/5)

Part 3 - Corrupt Banking System - Money is Debt (3/5)

Part 4 - Corrupt Banking System - Monetary Reform (4/5)

Part 5 - Corrupt Banking System - Warning About the NWO (5/5)

12
Jan

A guerra contra os judeus


Interesses de EUA e Israel se dissociaram, afirma sociólogo alemão, levando o pragmatismo capitalista e a imprensa liberal a se voltarem cada vez mais contra a autodefesa israelense


ROBERT KURZ
ESPECIAL PARA A FOLHA

As reações políticas à guerra em Gaza mostram que o número de amigos de Israel diminui com o aumento da precariedade da sua situação militar. Ocorre um deslocamento tectônico na relação de forças. Desde sempre o Oriente Médio foi palco não de conflitos limitados entre interesses regionais, mas de um conflito vicário, isto é, de um conflito entre atores substitutos, paradigmático e com forte carga ideológica.
Na época da Guerra Fria, o conflito entre Israel e a Palestina era visto como paradigma da oposição entre um imperialismo ocidental liderado pelos EUA e um campo “anti-imperialista”, cuja liderança era disputada pela União Soviética e a China.
A propaganda de ambos os lados ignorou aqui o duplo caráter do Estado israelense -por um lado um país moderno convencional no âmbito do mercado mundial, por outro uma resposta dos judeus à ideologia da marginalização eliminadora do antissemitismo europeu e, sobretudo, alemão.
Subsumia-se Israel a uma constelação da política mundial, que nunca explicou cabalmente o país. Depois do colapso do socialismo de Estado e dos “movimentos nacionais de libertação”, que tinham formulado um programa de “desenvolvimento recuperador” com base no mercado mundial, a natureza do conflito vicário sofreu uma modificação fundamental.
No Oriente Médio e além das suas fronteiras, o lugar dos regimes desenvolvimentistas laicos foi ocupado pelo assim chamado islamismo, que se revela apenas na aparência como movimento tradicionalista de cunho religioso. Na realidade, ele é uma ideologia culturalista pós-moderna da crise de uma parte das elites há muito tempo ocidentalizadas nos países islâmicos, que representam o potencial autoritário da pós-modernidade e absorveram o antissemitismo europeu, não-islâmico na íntegra. Nessa região, os segmentos do capital que fracassaram no mercado mundial declararam a guerra aos judeus como combate paradigmático à dominação ocidental. Inversamente, o imperialismo da crise ocidental, encabeçado pelos EUA, transformou o islamismo no novo inimigo principal depois de tê-lo aleitado e abastecido com armas antes, durante a Guerra Fria.

Penúria ideológica
Essa nova constelação levou a confusões ideológicas de grau imprevisto. Nas regiões de crise, o neoliberalismo parecia identificar-se com a guerra da ordem mundial capitalista contra os “Estados em desagregação”; no Oriente Médio, parecia identificar-se com Israel. Desde então, correntes neofascistas do mundo inteiro andam de mãos dadas com a “luta de resistência” islâmica de viés antissemita, embora ao mesmo tempo aticem sentimentos racistas contra migrantes dos países islâmicos.
Segmentos expressivos da esquerda global também passaram a transferir sem qualquer cerimônia a glorificação do velho “anti-imperialismo” aos movimentos e regimes islâmicos. Isso só pode ser caracterizado como penúria ideológica, pois o islamismo é contra tudo o que a esquerda defendeu na sua história: pune o homossexualismo com a pena capital e trata as mulheres como seres de segunda categoria.
A responsabilidade por isso também não deve ser atribuída a nenhuma religião tradicional, mas a uma militância de tinturas culturalistas do patriarcado capitalista, hoje em crise, que se dá a conhecer de outro modo também no Ocidente. A nada santa aliança entre o caudilhismo “socialista” de um Hugo Chávez e o islamismo representa apenas a ratificação dessa decadência ideológica no plano da política mundial, destituída de qualquer perspectiva emancipadora.
Desde a recente quebra financeira, sem precedentes na história, a constelação global está dando uma volta a mais.
Agora fica claro que o colapso do socialismo de Estado e dos regimes desenvolvimentistas nacionais foi apenas o prenúncio de uma grande crise do mercado mundial. O neoliberalismo está falido e a guerra da ordem mundial capitalista não mais pode ser financiada. Nessa situação evidencia-se que Israel sempre foi apenas um peão no tabuleiro de xadrez do imperialismo da crise global.
A própria administração Bush no fim passou a considerar inofensivo o programa iraniano de armamento nuclear. Os interesses dos EUA e de Israel se dissociam. Obama não dispõe mais de uma margem de atuação político-militar. A guerra islâmica contra os judeus é aceita como inevitável. Por isso os lançamentos de foguetes do Hamas sobre a população civil israelense se afiguram inessenciais.
A opinião pública global caracteriza o contra-ataque israelense majoritariamente como “desproporcional”. Os palestinos em Gaza são percebidos como vítimas juntamente com o Hamas, como se esse regime não se tivesse imposto em uma sangrenta guerra civil contra o grupo laico Fatah.
Assim a propaganda islâmica do massacre da população civil cai em terra fértil. Com efeito, o Hamas transforma, exatamente como o Hizbollah libanês em 2006, a população em refém, ao transformar mesquitas em depósitos de armamentos e permitir que seus quadros armados atirem de escolas ou hospitais. A opinião pública mundial ignora isso, pois já reconheceu o Hamas como “poder de garantia da ordem” em meio à crise social.
Por isso o pragmatismo capitalista se volta, conforme se pode observar até na imprensa burguesa de orientação liberal, cada vez mais contra a autodefesa israelense. Aqui reside, de resto, o segredo da virada neoestatista em meio à queda da economia global: as massas depauperadas devem ser pacificadas com meios autoritários, e para tanto serve agora até o islamismo, ainda mais se ele logra legitimar-se formalmente como democracia. Mesmo uma esquerda, que não tem mais um objetivo socialista e se jacta da pós-moderna “perda de todas as certezas”, corre o risco de identificar-se com a administração autoritária da crise e aceitar como inevitável a guerra islâmica contra os judeus, como se ela fosse um mero flanqueamento ideológico.
O conflito vicário alcançou uma dimensão social no plano global. Contra o “mainstream” ideológico, faz-se mister constatar que o aniquilamento do Hamas e do Hizbollah é condição elementar não apenas de uma paz capitalista precária na Palestina, mas também de uma melhoria das condições sociais.
Se as perspectivas para tanto são ruins, são boas para a desagregação da sociedade mundial na barbarização.


ROBERT KURZ é sociólogo alemão, autor de “O Colapso da Modernização” (Paz e Terra).
Fonte: Folha de São Paulo, Domingo, 11 de janeiro de 2009 - Caderno Mais!




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